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leitura de informação.
Para quem se apresenta publicamente num Blogue, após abandono profissional, e procura assuntos para evolução cultural (minha primeira etapa), terá que ter alguma coragem e poder de aventura. Humildemente realizarei apresentações, informarei o conveniente e respeitarei as amizades que possam surgir. Dos amigos que tenho e aos que se poderão juntar, espero um envolvimento construtivo. O meu abraço de agradecimento. António Rosa.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Quem sou eu?
Nesta
altura da vida já não sei mais quem sou ...
Vê
só que dilema !!!
Na
ficha de qualquer loja sou CLIENTE,
no
restaurante FREGUÊS,
quando
alugo uma casa sou INQUILINO,
nos
transportes públicos e em viatura particular sou PASSAGEIRO,
nos
correios REMETENTE,
no
supermercado (e lojas também) sou CONSUMIDOR.
Nos
serviços sociais sou UTENTE.
Para o estado sou CONTRIBUINTE,
se
vendo algo importado sou CONTRABANDISTA.
Se
revendo algo, sou VIGARISTA,
se
não pago impostos sou SONEGADOR,
se
descubro uma maneira de pagar um pouco menos, sou CORRUPTO.
Para
votar sou ELEITOR,
para
os sindicatos sou MASSA
SALARIAL , em viagens TURISTA ,
na
rua caminhando PEDESTRE,
se
passeio, sou TRANSEUNTE,
se
sou atropelado ACIDENTADO,
no
hospital PACIENTE.
Nos
jornais viro VÍTIMA,
se
leio um livro sou LEITOR,
se
ouço rádio OUVINTE.
A
ver um espectáculo sou ESPECTADOR,
a
ver televisão sou TELESPECTADOR,
no
campo de futebol sou ADEPTO.
Na
Igreja católica, sou IRMÃO.
E,
quando morrer... uns dirão que sou... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO,
para o “mundo”... MAIS UM QUE DEIXOU DE FUMAR... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...
E
o pior de tudo é que, para os governantes sou apenas um IMBECIL.
Pensar que um dia quis ser EU… SIMPLESMENTE.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Carta do Cónego Rui Osório
É
preciso chegarmos a velhos para que o Estado faça pouco de nós, somando os seus
maus tratos às nossas fragilidades».
Durante
a minha vida profissional, ninguém me explicou a eventualidade de, um dia, um
Governo português decidir diminuir a pensão a que teria direito quando
cumprisse os 65 anos e por ter sido honesto nas minhas obrigações, com o
privilégio de ter trabalhado em empresas cumpridoras. Pensava, ingenuamente,
que o Governo, a ser democrático, como tanto desejava, seria pessoa de bem.
Foi
uma ilusão, que tenho pago caro, ter sido tão ingénuo! Puro engano!
Acreditei
de boa-fé na seriedade e fiabilidade dos compromissos e, afinal, tenho vindo a
ser esbulhado na minha pensão, com sacrifícios que pesam - e isso ainda me faz
sofrer mais - na vida de tantos reformados, alguns dos quais, da minha geração,
estão a ser o suporte de retaguarda de filhos desempregados e de netos que
crescem para a vida.
Estamos,
para bem, a viver uma esperança de vida alargada, mas, para mal, a pagar uma
fatura muito cara, que nos desgraça impunemente a qualidade de vida!
Sou
do tempo em que entravam nos cofres públicos mais contribuições de quem exercia
ativamente a sua vida profissional do que os custos que o Estado suportava a
pagar pensões. Mesmo assim, nunca acusei o Estado de se servir desses fundos
para cobrir, não sei se com acerto e justiça, os seus défices e em que áreas
era deficitário e que precisariam das contribuições de trabalhadores honrados.
É
preciso chegarmos a velhos para que o Estado faça pouco de nós, somando os seus
maus tratos às nossas fragilidades, agravando-as até a uma pesada amargura.
Trata-nos como pessoas descartáveis, usando-as e deitando-as fora.
Chega-nos
agora a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) como mais um veneno
a matar-nos a esperança. Se não é um imposto, o que será para, ao menos,
entendermos se vale a pena tantos sacrifícios?
Lamento
ter andado uma vida longa a aconselhar a ética dos impostos para convencer as
pessoas a ter respeito pelo bem comum que nos competiria salvaguardar e não
apenas ao Estado. Vivendo do meu salário de profissional da Imprensa, estatuto
que sempre teve a concordância explícita dos meus bispos, decidi renunciar a
qualquer legítima remuneração por serviços pastorais, exercendo o ministério
sacerdotal em regime de voluntariado. O salário chegava-me, como sonhava que a
reforma também me bastaria. Mais um engano na minha ingenuidade, espoliada e
maltratada por um Governo sanguessuga.
Não
estou arrependido por ter semeado o bem. A minha consciência social não a troco
por nada. Considero a CES uma abusiva e vergonhosa arbitrariedade. Como
escrevia, há dias, Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, «a ideologia punitiva
sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de
manipulação, uma ausência de reflexão coletiva e uma tecnocracia gélida».
Cónego
Rui Osório
In
Voz Portucalense, 22.1.2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Milagre
O
limiar de sustentabilidade da dívida pública de um país anda nos 60% do seu
PIB. Como a dívida portuguesa vai nos 130% e não há forma de, nos próximos
anos, o Estado ter superávites orçamentais, continuaremos a pedir emprestado
para pagar as nossas despesas. Resultado, a dívida pública portuguesa é cada
vez maior e menos pagável. Alheados disto, o governo e a doce oposição discutem
a melhor forma de tirar a troika daqui para fora. Já se sabe que no dia 13 de
Maio, este agrupamento de malfeitores vai a Fátima rezar pela expiação dos seus
pecados e que, depois de fazerem as malas durante o fim-de-semana, deixam
Lisboa no dia 17.
Mas
enquanto uns se excitam com a possibilidade de uma saída limpa (quer dizer, sem
o humilhante aval dos nossos parceiros europeus), outros preferem a saída suja
(quer dizer, com o reconfortante aval dos nossos parceiros europeus). Mas esta
discussão é a mesma coisa que importunar um doente em estado crítico, para
saber se ele vai pagar os seus tratamentos com dinheiro ou multibanco (o que o
homem quer saber é como se cura da sua maleita). O que nos acontecerá quando a
dívida pública atingir os 135, 140, 150% do PIB? Se sairmos de uma forma limpa,
quem é o credor que daqui a um ou dois anos nos continuará a emprestar
dinheiro? E se sairmos da forma suja, até quando vão os senhores da Europa
garantir-nos o seu aval? É certo que hoje Portugal beneficia de uma imprensa
internacional favorável, que nos distingue até como um milagre económico. Mas,
de facto, a nossa condição económica e financeira é muito pior do que há dois
ou três anos atrás (mais défice, mais dívida, mais desemprego, menos PIB). Em
Portugal, não há nenhum milagre económico. Há é um buraco cada vez maior e bem
à nossa frente. Milagre era saber como o vamos pagar
José Diogo Madeira, jornal i
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Parábola do rato
Certo dia, um homem
entrou numa loja de antiguidades, e deparou-se com uma belíssima estátua de um
rato.
Perante a beleza da
obra de arte, correu para o balcão e perguntou o preço ao vendedor:
- Quanto custa?
- A peça custa 50€ e a história do rato custa 1.000€
- O quê? Você está maluco?
- Quanto custa?
- A peça custa 50€ e a história do rato custa 1.000€
- O quê? Você está maluco?
- Vou levar só a
obra de arte.
Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço.
Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço.
À medida que ia
andando, percebeu mortificado, que inúmeros ratos, saíam das lixeiras e
sarjetas na rua, e passaram a segui-lo.
Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto, e atirou a peça com toda a sua força, para o meio do oceano.
Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas atirarem-se atrás e morrerem afogadas.
Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto, e atirou a peça com toda a sua força, para o meio do oceano.
Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas atirarem-se atrás e morrerem afogadas.
Ainda sem forças, o
homem voltou para o antiquário e o vendedor disse:
- Veio comprar a história, não é?
- Não, eu quero é saber se você tem uma estátua do Passos Coelho.!!!!!!!!!!
- Não, eu quero é saber se você tem uma estátua do Passos Coelho.!!!!!!!!!!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
À Beira, de comboio
Ir
de Lisboa à Beira (a Baixa) por via-férrea era outrora uma viagem deslumbrante:
vale do Tejo, Constança, Portas do Ródão, Castelo de Almourol, paisagens
desfrutadas de comboio, em compartimentos de patine e afago.
Ir
de Lisboa à Beira Baixa por via-férrea, hoje, tornou-se penoso e, para quem
parte da Gare do Oriente, tenebroso, a estação a revelar-se um desarvorado
ataque à saúde de quem, sobretudo no Inverno, a utiliza.
Carrossel
de frio, de chuva, de correntes de ar, de correntes de vento, revela, na sua gongórica
arquitectura inumana, total desprezo pela dignidade dos que a utilizam.
Não
há por certo construção pública entre nós tão geradora de desabrigos e
incómodos como a dita gare, cujos responsáveis (da sua aprovação e negócio)
deviam ser questionados.
Ir
de Lisboa à Beira Baixa por via--férrea fez-se deslocação espinoteante em
composições a fingirem de modernas, sem conforto, sem insonorização, sem
climatização, sem bar (apenas uma ínfima máquina de cafés e chocolates), sem
charme nem identidade – comboios de pindéricas linhas suburbanas, não (como
foram no passado) de aprazíveis linhas nacionais.
Como
foi possível fazer tal desconsideração às gentes de Castelo Branco, Alpedrinha,
Fundão, Covilhã? Zonas de vultos como, entre outros, António Ramalho Eanes,
Vergílio Ferreira, Eugénio de Andrade, Eduardo Lourenço, Robles Monteiro, Maria
Lalande, Cargaleiro, António Paulouro, Vasco Lourenço, António Guterres, José
Sócrates.
Tudo
estão a tirar às Beiras: jovens, transportes, escolas, correios, freguesias,
memórias, tribunais, hospitais, jornais – jornais que acabam de revelar terem
as auto-estradas da região perdido 40 por cento de tráfego e a CP 47 milhões
(em quatro anos) de passageiros. Admiram-se?
Fernando
Dacosta, jornal i
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Somos conhecidos há seculos!
"Há,
na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho que não se governa
nem se deixa governar!"
-Galba, general romano, um dos primeiros governadores na península
Ibérica, referindo-se aos lusitanos.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Despedir "à lá carte"
Já
lá vai o tempo em que os patrões tinham razões para culpar a rigidez da lei,
que lhes dificultava a gestão da força de trabalho.
Agora,
e depois da legislação do ex-ministro Álvaro Santos Pereira, o despedimento
passou a ser fácil e barato. Acabou o álibi tantas vezes repetido para a falta
de contratação de pessoas. A lei mudou, o obstáculo foi eliminado e, em vez de
facilitar a criação de empregos, tornou menos dispendiosas as rescisões. Mas o
Governo aprovou uma nova proposta, anunciada pelo ministro Mota Soares, que
facilita ainda mais os despedimentos, com cinco critérios, que, como alguém disse,
se reduzem a dois: pode-se despedir por tudo e por nada. Despedimentos ‘à lá carte’.
Armando
Esteves Pereira, director-adjunto CM
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
É preciso trabalhar
Joana
Petiz,Dinheiro Vivo
Uma
carreira de sucesso não cai do céu. Claro que estar no sítio certo à hora certa
ajuda, mas é preciso realmente trabalhar e mostrar o que vale se quer subir na
vida e não ser constantemente ultrapassado.
Em
alturas de crise há mais profissionais disponíveis para aceitar qualquer lugar
(quase) a qualquer preço, mas também é verdade que as empresas só arriscam
contratar se tiverem a certeza de que não lhes vai sair gato por lebre. Se quer
ser considerado para um lugar, precisa de pôr de parte a ideia de que não
compensa esforçar-se mais do que os outros e começar a tornar-se indispensável.
Manter-se atento às necessidades que vão surgindo na empresa e oferecer-se para
ir além das suas funções, mesmo que seja fora da sua área de acção, mostrar-se
disponível para aprender e aceitar novas possibilidades é meio caminho andado.
E não vale a pena ter medo de falhar: afinal, está a nadar fora de pé. Desde
que o erro não ponha em causa a própria empresa e não tenha sido provocado,
tudo se resolve - e pelo caminho aprenderá mais qualquer coisa.
Ricky
Cohen, autor do best-seller Risk to Succeed - método através do qual
multiplicou por 40 os resultados nas suas lojas -, garante que não há piores
inimigos da sua carreira do que o medo e a letargia. Deixar-se ficar na sua
área de conforto e rejeitar desafios, seja por receio de errar seja apenas
porque está bastante confortável na cadeira onde se senta todos os dias
exactamente o mesmo número de horas, é mesmo a receita para o desastre. Não só
não o fará sobressair como o atirará rapidamente para o lote de dispensáveis.
Por
outro lado, se se esforçar permanentemente por ultrapassar as suas limitações,
puxar a si novas competências, ajudar os outros em fases mais complicadas, é
bastante provável que comecem a pensar em si sempre que for preciso ir mais
além ou cumprir alguma tarefa nova.
Vai
ter mais trabalho, certamente, mas a recompensa é quase garantida. As pessoas
vistas como mais competentes, empenhadas e com maior capacidade de adaptação
são naturalmente consideradas líderes e têm mais probabilidade de ser
promovidas ou contratadas.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Piada sobre velhinhos
Um jornalista foi
fazer uma reportagem a um asilo de velhos e pergunta a um velhote que estava
sentado: - A que é que se deve a sua idade tão avançada?
- Método, meu filho... Sempre tive uma hora
certa para me deitar e para me levantar. O nosso organismo é uma máquina que
precisa de método e horário.
O jornalista foi ter
com outro e faz-lhe a mesma pergunta, ao que o velho responde:
- Sempre evitei as mulheres, meu jovem!
A seguir pergunta a outro:
- Eu nunca fumei,
nunca bebi nem tive vícios de qualquer espécie.
O jornalista descobre
o mais velho, o mais acabado, o mais enrugado de todos e muito admirado
pergunta:
- Então, e o senhor, a
que deve essa longevidade? Nunca teve vícios, festas ou mulheres?
- Qual quê! Eu nunca tive horário para nada,
muita borga, copos, fumava três maços de tabaco por dia, jogo, mulheres com
força, noites e noites sem dormir, eu sei lá que mais...
- Então, e quantos
anos é que tem?
- Trinta e dois.
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