sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os períodos negros dos últimos 100 anos!

Considero terrivelmente preocupante o rumo que o País está a seguir, à sombra de uma crise que podia ser muito menos penosa, sobretudo para as classes mais desfavorecidas. Depois de 1974 ter-se-ão cometidos alguns erros, mas até 2010 a economia cresceu, a saúde, a educação, a cultura e a investigação científica melhoraram, o desemprego caiu e o País aproximou-se a passos firmes dos melhores níveis europeus, tendo até ultrapassado vários altos índices na Europa. Em 2011/2012, o Estado entregou-se nas mãos de grandes instituições financeiras estrangeiras, que nos impuseram regras para empobrecimento acentuado do nosso património e do nível geral de vida das pessoas, executadas com incompetência e leviandade. São dois períodos negros da história dos nossos últimos 100 anos: os 48 do salazarismo e os três ou quatro de Coelho. Felizmente, hoje as pessoas têm muito mais consciência e saberão lutar por uma política mais madura, inteligente e humana.
Opinião, António Catita - DN

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Num seminário de senhoras...tudo pode "assuceder"!

Um grupo de mulheres reuniu-se num seminário sobre como melhorar a sua vida conjugal.
Em fase introdutória, foi-lhes questionado: “Quais de vós ainda amam os seus maridos?”
– Todas levantaram a mão!
De seguida foram inquiridas sobre qual a última vez que teriam dito aos seus maridos que o amavam
– Algumas responderam “Hoje”, outras “Ontem” a maioria não se recordava!
Por fim fizeram um teste e pediram-lhes que todas agarrassem no respetivo telemóvel e enviassem um sms aos seus maridos dizendo “Amo-te muito querido.”
Depois foi-lhes pedido que mostrassem as respostas dos respetivos maridos.
Estas foram algumas das respostas:
– Mãe dos meus filhos! Tu estás bem??
– Que foi? Bateste com o carro outra vez?
– Que fizeste agora? Desta vez não te perdoo!
– Que queres dizer?
– Não andes com rodeios, diz-me só de quanto precisas.
– Estarei a sonhar?
– Se não me dizes para quem era este sms, juro que te mato!
E a melhor de todas:
– Quem és?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

85 = 3 500 000 000

O tema vai velho mas merece uma atenção redobrada. A luta de classes (preconizada por Marx) faz mais sentido hoje do que noutra qualquer etapa da história da humanidade. O filósofo alemão deve estar às voltas com o andamento do mundo.
Metade da riqueza do planeta está nas mãos de 1% dos seus habitantes. Em países como a China, os Estados Unidos e Portugal, a fortuna dos mais ricos mais do que duplicou nos últimos 30 anos. Os números da organização não-governamental britânica Oxfam podem não ser exactos mas revelam a exacta medida em que as sociedades caminham para o abismo.
Com o risco de o leitor se perder nos números, mas para que não deixe de lhes dar o devido valor, recordemos ainda que o mesmo nível de riqueza está, por um lado, nas mãos das 85 pessoas mais ricas do planeta e, por outro, nas mãos da metade mais pobre do planeta. Estes números não transportam em si próprios qualquer demagogia, é matemática pura: 85 = 3 500 000 000.
Com alguma paciência, conseguimos todos perceber como este resultado é verdadeiro. Vamos por partes:
X corresponde a 1,7 milhões de milhões de dólares.
X é o valor do património conjunto das 85 pessoas mais ricas do mundo.
X é igualmente o valor do património da metade mais pobre do planeta (3 500 000 000 de pessoas).
Não há tanto mérito acumulado em 85 pessoas e… (Ler artigo complecto)
DN: opinião por Paulo Baldaia

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Se Camões fosse vivo, escreveria assim os "Canalhíadas"

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
Luíz Vais Sem Tostões

domingo, 26 de janeiro de 2014

A destruição da classe média!

Eduardo Oliveira Silva, jornal i
Está a desaparecer uma fatia da população, enquanto uma pequena parcela acumula riqueza e pouco contribui para o colectivo
Há muito que a classe média é o motor da sociedade moderna. É na sua capacidade criativa e de produção de riqueza que assenta o desenvolvimento e foi a sua implantação que permitiu o crescimento do consumo e dos grandes negócios.
Além disso, a existência da classe média foi geradora do desejo de mobilidade e ascensão social por parte das classes mais baixas que a ela se guindavam, nomeadamente por via da educação, essa superior forma de progresso.
Apesar destes factos incontroversos, é hoje sobre a classe média (que concentra o dinheiro mais limpo e colectável) que se abatem as sucessivas medidas de austeridade decretadas pelos governos, deixando desprotegida uma população essencial que empobrece todos os dias, trabalhadores quer do Estado quer do privado ou sobretudo reformados.
Esta perseguição faz com que haja pessoas que viram pensões da Segurança Social que há quatro anos andavam nos 2400 euros ser objecto de um confisco de 500 euros mensais, por via de cortes sucessivos iniciados no tempo de Sócrates completados pela famigerada CES (outro imposto) e uma revisão em alta do IRS, isto para não falar do aumento do custo de vida e de todas as taxas e impostos possíveis.
É na franja que vai dos mil aos dois mil e quinhentos euros de rendimento líquido que se encontra boa parte do número de trabalhadores activos, comerciantes e reformados que efectivamente contribuíram durante uma vida inteira, fazendo os seus descontos, a que se juntaram os das empresas.(Ler artigo complecto)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Vai ser preciso chamar o homem!...

Pedro Bidarra, publicitário, psicossociólogo e autor
Uma amiga minha tem um caderninho com números de telefone. Um anacronismo em papel, escrito à mão e ordenado de A a Z. O H está cheio. Todos os homens de que precisa para arranjar a sua vida estão no H: está lá o homem das obras, o homem da electricidade, o homem do telhado (por causa das infiltrações), o homem do jardim, o homem das mudanças, o homem do cabo. Enfim, homens não faltam naquela agenda. À frente de cada um, entre parêntesis, está o nome do homem mas é mais fácil ir ao H do que lembrar o nome de cada um. Quando rebenta alguma coisa a minha amiga lá diz em voz alta, enquanto procura o caderninho, “É preciso chamar o homem!”.
Ouvi nas notícias que a linha azul, para tratar de assuntos relacionados com pensões, deixou de funcionar. Contou-me um médico que no hospital onde trabalha uma máquina de diagnóstico essencial e que tende a avariar com frequência (é da sua natureza complexa) agora não é arranjada porque não se pode chamar o homem. No outro dia soube-se que uma doente com cancro esteve dois anos à espera de uma colonoscopia. Quando o mau tempo e as vagas grandes assolaram a costa, a protecção civil disse que não tinha meios nem condições para avisar as populações e fazer a prevenção. Eu no outro dia chamei os bombeiros porque tinha fogo em casa e fiquei em espera enquanto apagava o fogo e queimava a mão ao fazê-lo; os bombeiros nunca me atenderam. Há muitos maus exemplos destes e haverá muitos mais.
Os bons números que a economia parece querer mostrar foram conseguidos à custa do funcionamento de muita coisa. Até agora sentimos no bolso e fomo-nos adaptando como pudemos; a partir de agora vamos pagar, não em dinheiro mas em qualidade de vida. É esse o próximo ciclo.(Ler artigo complecto) 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Oficiais querem refletir sobre a revolução.

Carlos Abreu, jornal Expresso
Os portugueses, e não só os militares, têm direito constitucional à resistência, diz em jeito de alerta a Associação de Oficiais das Forças Armadas.
Revolução foi a palavra que mais se ouviu esta tarde na conferência de imprensa promovida pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), para dizer que os militares estão fartos da política de austeridade imposta pelo Governo.
"Não vamos fazer nenhuma revolução. As revoluções não se anunciam, fazem-se", disse aos jornalistas o presidente da associação, coronel Pereira Cracel.
"Portugal está a ser governado por um conjunto de pessoas que parece não perceber para onde nos estão a levar. Esta gente está a fazer pouco de todos nós", acrescentou o líder da AOFA, atualmente na situação de reserva.
Logo a seguir, o coronel Jara Franco, vogal da direção, fez questão de lembrar que, de acordo com o artigo 21 da Constituição, os portugueses, e não só os militares, têm direito à resistência. "Os portugueses estão a ser cozidos dentro de uma panela. E se para nos libertarmos tivermos de queimar o cozinheiro, o problema é dele!", afirma este militar recorrendo a uma linguagem metafórica.
"Não podemos passar o resto da vida a condenar metade da população, sobretudo os idosos, a comer cerelac. Nós jurámos defender a pátria e os portugueses", acrescentou o militar que está na reserva. (Ler artigo complecto)

Orquestra sinfónica de Queensland...


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Aqui está a explicação para o estado em que Portugal se encontra.

                 
Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.
Assim:
- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei(?)
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes (?)
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos (?)
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos portugueses foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! Exclamou o Senhor.
- Isto é verdade!
- Façamos então uma correção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!
- Assim, o que for político e honesto, não pode ser inteligente.
- O que for político e inteligente , não pode ser honesto.
E o que for inteligente e honesto, não pode ser político.!!!!!!
Palavras do Senhor!...                        
           

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Passos Coelho não é (só) mentiroso: é cínico!

João Lemes Esteves, Expresso
Como todos os leitores sabem, Pedro Passos Coelho anda em campanha para a sua reeleição como Presidente do PSD. Em função da sua jornada de "caça aos votos", confrontamo-nos com o cenário peculiar de desdobramento de personalidade: de dia, o Passos Coelho, Primeiro-Ministro, utiliza o mesmo tom negativista de sempre, o mesmo ar cinzento, melodramático, inflexível a qualquer entendimento que envolva o PS; de noite, temos o Passos Coelho, candidato a Presidente do PSD, que afirma que o período mais crítico já foi ultrapassado; Portugal tem os melhores indicadores da década; o desemprego já diminuiu - e a Senhora Merkel já está feliz. De dia, Passos Coelho é rezingão, é o "paizinho" que fala rigidamente para os portugueses, cheio de autoridade bacoca; à noite, é o Passos Coelho versão "porreiro, pá!" que discursa e se ri muito, enquanto aborda o tema menor da sua agenda - o desemprego e o sofrimento real dos portugueses. Enquanto enaltece com grande entusiasmo a política de privatizações do seu Governo - claro que foi uma política levada a cabo com enorme transparência: primeiro vendeu as empresas e, no final, aprovou uma lei-quadro das privatizações - mede cada palavra, mede cada conceitozinho técnico; já quando muda o discurso para o tópico do desemprego, a emigração dos jovens, o sofrimento real dos portugueses - Passos Coelho sorri, conta uma anedota, uma piada, faz escárnio. Enfim, Passos Coelho sofre do complexo de inferioridade dos líderes fracos…………. Sempre que Passos Coelho fala, há sempre dúvidas muito fundadas de que as suas palavras manipulam os factos, não correspondendo à realidade...
Enfim, Passos Coelho não é um "catavento catalisador de contrapoderes" (?!, o que raio significa isto? Perguntem aos génios passistas...): é um falso, intriguista e cínico. Assim nasceu para política, assim nela sobreviveu e assim morrerá politicamente. Faltar à verdade, actuar com reserva mental na sua vida política, para Passos Coelho já não é defeito - é feitio... <Ler artigo complecto>

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Conversa entre 5 cirurgiões!


Numa sala de cirurgia, cinco cirurgiões discutiam sobre quais os melhores pacientes a operar.
Dizia o primeiro:
- Gosto de operar contabilistas porque, quando se abrem, todos os órgãos estão numerados e ordenados.
O segundo retorquiu:
- Sim, mas melhor são os electricistas todos os órgãos estão codificados por cores. Não há qualquer risco de engano.
Ao que respondeu o terceiro:
- Que nada!!! Os melhores são os bibliotecários. Dentro deles tudo está ordenado alfabeticamente.
O quarto cirurgião opinou:
- Não há como os mecânicos. Eles até já transportam uma reserva dos órgãos que são necessários substituir.
Finalmente, disse o quinto:
- Deixem-me discordar de todos vocês, meus caros colegas mas, em minha opinião, os melhores pacientes para operar são os políticos. Não têm coração, não têm estômago nem tomates... Além disso podemos trocar o cérebro pelo cu, pois como só têm ideias de merda não dão conta de nada e ainda agradecem.