Para quem se apresenta publicamente num Blogue, após abandono profissional, e procura assuntos para evolução cultural (minha primeira etapa), terá que ter alguma coragem e poder de aventura. Humildemente realizarei apresentações, informarei o conveniente e respeitarei as amizades que possam surgir. Dos amigos que tenho e aos que se poderão juntar, espero um envolvimento construtivo. O meu abraço de agradecimento. António Rosa.
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Um governo sem esperança
"Dar sentido
útil aos sacrifícios dos portugueses" é baixar os impostos
1.
Um governo de direita digno desse nome devia ter um discurso simples em termos
orçamentais: cortar na despesa pública para baixar os impostos, fazer a reforma
do Estado para cortar na carga fiscal. Um governo de direita verdadeiramente
ambicioso devia ter o desígnio de fazer de Portugal um dos países europeus mais
competitivos em termos fiscais, ao nível do IRS, do IRC e do IVA, ou, no mínimo
dos mínimos, ser mais competitivo que Espanha. Só assim é possível promover e
atrair investimento estrangeiro para promover o crescimento, só assim será
possível libertar recursos para as famílias consumirem mais. Não é uma solução
mágica para os nossos problemas económicos mas é um caminho de esperança - tudo
o que este governo não conseguiu representar até agora.
Utilizando
o código de linguagem de Paulo Portas, dar "sentido útil aos sacrifícios
que a sociedade portuguesa como um todo tem feito" é baixar os impostos em
2015 – não é aumentá-los, como o governo anunciou esta semana. Passos Coelho,
que faz dos portugueses tolos quando nega qualquer corte nos rendimentos, fez o
que se esperava de António José Seguro: aumentou os impostos para promover a
recuperação do poder de compra dos funcionários públicos e dos pensionistas.
2.
Perante a impopularidade óbvia da política de austeridade, Passos Coelho devia
ter um objectivo…Ler artigo complecto
Luís Rosa, jornal i
quarta-feira, 30 de abril de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
Rotura social e governação por anúncio
O
recurso às cantinas sociais aumentou 33% num ano. Vai em quase 50 mil pessoas
por dia.
Em
simultâneo com a afinação da ilustre reforma do Estado e do já famoso DEO – que
em substância será a passagem a definitiva de toda a austeridade anunciada como
provisória acrescida da eliminação de mais uma série de funcionários públicos
–, o governo entrou na fase de lançar anúncios optimistas, enquanto os mais
pobres vêem as suas situações agravadas.
A
época pré-eleitoral que se vive tem sido explorada pelo executivo não com
medidas efectivas de alívio do que quer que seja, mas com o anúncio de que está
a preparar decisões concretas para o futuro próximo. É a arte do dois em um.
Anuncia-se agora com tambores e trombetas que se vai adoptar uma nova política
que favorecerá os mais pobres num futuro relativamente próximo. Remete-se,
porém, a concretização para o ano que vem. Há assim dois ganhos possíveis no
plano eleitoral: um imediato em véspera de europeias e outro mais para a frente
quando se aproximarem as legislativas de 2015 e se efectivarem as medidas. Nada
mau para quem se dizia indiferente aos ciclos eleitorais, embora se duvide que
a saturada população portuguesa – sejam os pobres, sejam os remediados ou até
os da classe média – ainda se deixe embalar por cantos de sereia.
A
estratégia comunicacional passa também por anunciar…ler artigo complecto
Eduardo
Oliveira Silva, jornal i
domingo, 27 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
O fisco é uma arma
A receita fiscal
subiu 4,5 por cento nos primeiros três meses do ano.
Os
cofres do Estado arrecadaram mais de oito mil milhões de euros e o Governo
exulta. A eficácia fiscal é sempre uma boa notícia desde que associada a uma
ideia de justiça, o que não parece ser o caso português. A subida da receita
foi obtida essencialmente à conta de impostos que oneram a classe média e os
trabalhadores por conta de outrem (IRS, IMI e impostos indiretos). A
eufemisticamente chamada factura da sorte também deu um bom contributo. O Fisco
prova na plenitude que é uma arma. Não contra a burguesia, como a cantiga há 40
anos, mas para confiscar o rendimento de quem trabalha.
Eduardo
Dâmaso - CM
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
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