quinta-feira, 12 de julho de 2012

"Requerimento muito oportuno"

REQUERIMENTO


Exmº Senhor Reitor da Universidade Lusófona

 Campo Grande, 376,

 1749 – 024 Lisboa

 reitoria@ulusofona.pt


A signatária é Guilhermina Condon Pito, profissional da prostituição, Condon da parte da mãe e Pito da parte do pai, mais conhecida por Guilhermina Pito, “Pitinho” para os amigos, moradora na rua das Pegas, nº 69, Coina, concelho do Barreiro, distrito de Setúbal.

Saiba V. Exª que a minha profissão ao longo de mais de 30 anos de trabalho árduo, sem horário, de busca e de total entrega a longas e profundas experimentações e ensaios que considero científicas, significa o culminar de um trabalho que não deixa de ser académico e de ensino e pesquisa permanente, de grande relevância para um ramo de investigação como é a área do conhecimento científico da Sexologia.

Trabalhei com equipas jovens e até veteranas, de forma isolada e em grupo, o que me conferiu o domínio do conhecimento e a possibilidade de ensinar numa perspectiva teórico-prática, com recurso a suporte audiovisual, sempre que necessário, e uma participação activa do aluno ou alunos envolvidos, conforme o caso. Adquiri, por isso, conhecimentos necessários ao diagnóstico, classificação, avaliação e intervenção de todo o tipo na área da sexualidade. Tenho um domínio completo em todos os instrumentos de intervenção e na avaliação dos mesmos nesta área.


Desta forma, venho requerer a V. Exª se digne reconhecer, através da atribuição de créditos, a experiência e competência profissional que fui adquirindo ao longo da vida, tendo por base o Decreto-Lei 74/2006, atribuindo-me o Doutoramento em Sexologia.


PEDE DEFERIMENTO

Coina, 9 de Julho de 2012

A requerente

Guilhermina Condon Pito

Corrupção na China com castigo

China executa ex-ministro condenado por corrupção notícia na euronews 

A China executou esta manhã o antigo ministro Zheng Xiaoyu, condenado em Maio à pena capital por corrupção. Uma sentença inédita nos últimos anos, com que a China tenta reabilitar a sua imagem a nível internacional, na área da segurança alimentar e farmacêutica.

Zheng Xiaoyu foi reconhecido culpado de ter recebido cerca de 620 mil euros de empresas farmacêuticas em troca da homologação de centenas de medicamentos considerados nocivos para a saúde. O antigo director da agência estatal de alimentação e medicamentos, tinha sido demitido em 2005, após a revelação do sistema corrupto instalado há oito anos.

Outros dois responsáveis da agência, pela homologação dos mediamentos e dos equipamentos médicos, foram condenados, respectivamente, à pena de morte e a 15 anos de prisão. A meses do próximo congresso do partido comunista e dos jogos olímpicos do próximo ano, Pequim coloca a luta contra a corrupção no topo da agenda política nacional.

As autoridades reconhecem no entanto a insuficiência actual do controlo sanitário sobre os produtos alimentares e medicamentos. Pelo menos 20% da produção nacional não respeitará os critérios sanitários mínimos, utilizando aditivos nocivos para a saúde.

Interrogação do “Tempo”: se isto fosse em Portugal, haveria luto nacional ou festa?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O princípio da honra


Baptista Bastos – opinião; Diário de Notícias

 Portugal está, novamente, dividido entre "eles" e "nós." Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que engendram, ignoram-nos e desprezam-nos. Não há que escapar à expressão das palavras. A pátria transformou-se numa instância de encerramento para a maioria dos portugueses, e quem reina perverteu completamente a natureza do 25 de Abril. O poder do PSD-CDS não é um meio, mas um fim. Uma cegueira e uma surdez patológicas caracterizam este governo, cuja classe a que pertence já manifesta, ela própria, sinais de embaraço e de inquietação.

 Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira. É refém da teia reticular com a qual se cumpliciou, esquecendo os compromissos de honra e a qualidade imparcial das funções que exerce. As vaias de que é objecto representam não só um ricochete pelas conivências em que se enredou, mas uma acusação reiterada às máscaras sob as quais se pretende ocultar...
Artigo complecto

terça-feira, 10 de julho de 2012

Conversa entre duas mortas


Explica a primeira:
-Morri congelada…

-Ai que horror!... Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada?

-Bom, no começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando.
-Mas, depois veio um sono muito forte e eu perdi a consciência.
-E você como morreu?

-Eu?
-Morri de ataque cardíaco.
-Eu estava desconfiada que meu marido estava me traindo. Então, um dia cheguei a casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente a ver televisão.
-Ainda desconfiada, corri até á cave para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém.
-Depois, corri até ao segundo andar, mas também não vi ninguém.
- Então subi até ao sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e cai morta.

-Puxa, que pena…
-Se você tivesse procurado no congelador, nós duas estaríamos vivas!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Mereço desculpas deste governo


Com o título "O raio que nos parta"“,Pedro Santos Guerreiro escreve:
A austeridade encontrou finalmente o seu primeiro limite. Não o limite político, nem o económico, nem o social - mas o limite da lei. O corte das pensões e dos salários na função pública é inconstitucional. E assim começa um incêndio pior que o de Nero. E, obviamente, mais impostos.
A decisão do Tribunal Constitucional anunciada ontem ao início da noite revela o porquê dos cuidados políticos na nomeação dos novos juízes. A sua decisão podia dar asneira da grossa para o Governo. Deu asneira, que só não é mais grossa porque o Tribunal decidiu em conveniência. A excepção permitida para 2012 parece ser, juridicamente, uma cabra montez trepando vidros de um arranha-céus.
Não é a primeira vez: nos anos da intervenção de 83, no Governo de Mário Soares, houve uma decisão semelhante sobre impostos retroactivos. Então, como agora, o Tribunal terá tirado a venda dos olhos e visto o calendário. Se o corte já aplicado fosse cancelado, seria o caos: caía-nos a cabra, os vidros e o arranha-céus em cima da cabeça. Mas a excepção de 2012 parece forçada: o primeiro ano de Direito chega para se saber que não há inconstitucionalidades à medida.
O Governo vai ter dificuldade em olhar na cara dos pensionistas e funcionários públicos e empresas do Estado e dizer-lhes: o que lhes fizemos este ano não podíamos ter feito, lamentamos mas teve de ser. Mas não se duvide: a "inteligência" da decisão do Tribunal Constitucional não lhe retira eficácia.
Aqueles salários e pensões nunca mais voltariam, pelo menos por inteiro. O Governo ia dizendo que eles seriam repostos gradualmente após 2015, o que significa que se iriam esfarelando na lima invisível da inflação. Quando fossem totalmente repostos, valeriam muito menos. E isso é uma redução salarial de facto. A contabilidade salarial é sempre mal contada: os portugueses não são privilegiados que recebem 14 salários em 12 meses; têm, sim, um salário anual que é dividido por 14 e não por 12. Tirar dois subsídios não é cortar mordomias, é baixar o salário em 14,3%.
O que o Constitucional fez não foi salvar o Governo, foi salvar esses dois subsídios e, de forma contorcida, salvar a lei. Cavaco Silva tinha razão desde o início, quando falou na proporcionalidade. Em vez do corte de dois salários aos pensionistas e funcionários públicos e empresas do Estado, o que seria proporcional (e, portanto, legal) era tributar todos os rendimentos de igual forma, públicos e privados. Assim, obviamente, acontecerá doravante.
Duas razões políticas explicam a cisma de então do Governo na suspensão dos subsídios: assim cortou despesa, como prometeu, ao passo que um imposto sobre todos aumentaria a receita, o que esconjurou; e como o "Expresso" noticiou há meses, o Governo chegou a estudar o imposto sobre todos os trabalhadores mas optou por castigar a função pública porque ela "não é a sua base eleitoral".
Esta decisão parte o país ao meio. Os novos impostos de 2013 (provavelmente mais IRS) vão deitar álcool sobre a ferida entre sector privado e funcionários públicos. O Bloco de Esquerda e a ala "radical" do PS têm uma vitória política monumental. E o Governo tem uma derrota enorme, que fragiliza o que está fragilizado: um modelo de austeridade que não está a funcionar nem sequer orçamentalmente; um Governo que necessita desesperadamente de mais anos para diluir a redução do défice como uma cama de faquir precisa de mais pregos para distribuir o seu peso.
O Orçamento do Estado para 2013 vai ser bonito. Gaspar tem de encontrar os dois mil milhões de euros que acaba de perder. Resta-lhe aumentar os impostos. Ainda mais.
Para os tecnocratas, a lei é um empecilho que não pode parar o progresso ou, neste caso, a austeridade. Passos Coelho quis vencer a lei da gravidade, foi vencido pela gravidade da lei. Agora sim, o primeiro-ministro devia pedir desculpa aos portugueses. Começando por aqueles de quem é chefe máximo.
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Como reformado, também quero desculpas pela falta do meu 13º e 14º mês.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Artigo muito oportuno"


3,96 euros - artigo do Jornalista Fernando Sobral

Arthur Conan Doyle incorporou na personalidade de Sherlock Holmes muitas das características de raciocínio dedutivo que eram a base do diagnóstico médico do século XIX. Por isso Holmes podia dizer: "Tenho como velha máxima que quando se exclui o impossível, o que sobra, mesmo improvável, deve ser a verdade".

Holmes teria uma apoplexia se escutasse os argumentos do presidente da administração da ARS de Lisboa sobre a razão para se contratar enfermeiros a 3,96 euros à hora. Diz o senhor que pagar o mais baixo possível é defender o contribuinte. O seu oco raciocínio parece o de um merceeiro das "Novas Oportunidades". Esquece-se que a sua missão não é defender os contribuintes contra os pacientes. Não há diferença: os contribuintes são os pacientes que querem ser tratados com seriedade.

A argumentação do presidente da ARS de Lisboa e o silêncio cúmplice do ministro da Saúde mostram que já não vivemos no mundo da austeridade. Estamos a sobreviver no universo da pouca-vergonha. Esta não é a fase do menos Estado. É a do Estado inexistente. A enfermagem é uma profissão da qual depende a saúde dos portugueses. A sua responsabilidade é enorme. Não há saúde séria com enfermeiros que se contratam num mercado de servos da gleba. E é isso que Paulo Macedo está a permitir. Não é o preço, é a responsabilidade. Há sectores de actividade na sociedade portuguesa onde se tem de pagar a qualidade e a responsabilidade. De outra forma estamos já no Terceiro Mundo.

O Estado está a dar um belo exemplo à sociedade. Paulo Macedo está a tornar a dissolução da saúde a nova lei da República. Desculpem a dúvida: ainda há Ministério da Saúde?

E os passamentos em Portugal?




Ao ler aqui os números de menos atendimentos nos hospitais, urgências dos centros de saúde e médicos de família, fico com a interrogação: e o número de óbitos mantêm-se?

terça-feira, 3 de julho de 2012

As delícias do casamento


Ontem à noite eu estava no sofá, a ver televisão, quando ouvi a voz de minha mulher vinda da cozinha:
-“O que tu vais querer para o jantar, meu amor? Frango, carne ou peixe”?

Eu disse:
-“Vou querer frango querida, obrigado”.

Ela respondeu:
-“Tu vais é comer sopa! Eu estava a falar com o cão”.

domingo, 1 de julho de 2012

A nova "lei"

Alentejano na "brincadeira"

De sachola ao ombro, um alentejano ia caminhando na vereda habitual quando, a certa altura, ouviu uns murmúrios e risinhos, vindos de trás de uma sebe. Curioso, espreitou com muito cuidado e, então, viu um casal muito agarradinho, ele já de certa idade, ela, uma bela moçoila trigueira. Não sendo desmancha-prazeres, o mirone recuou e seguiu o seu caminho.
Duas horas depois, já de regresso a casa ao passar pelo mesmo sítio, apercebeu-se que a " brincadeira" ainda continuava. Admirado, debruça-se na sebe e pergunta:
- Antão compadri, inda dura?!

Responde o outro:
-Nã sinhori… inda móli!

Saber tirar?!





Para evitar o que aconteceu ao antigo primeiro-ministro José Sócrates, de quem se dizia que só tinha tirado o 12º, o actual primeiro-ministro Passos Coelho, já tirou o 13º e o 14º.