segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Carnaval, dia de trabalho!!!

Neste país de carnaval diário, há um dia próprio para a diversão; dia de Entrudo. Só que este ano é obrigatório ir aos locais de trabalho. A decisão está tomada, e como se diz agora, “ seja como for” há que “trabalhar”.
Será que o rendimento deste dia de trabalho justifica tamanha teimosia?











Assim, sua Alteza evita que chegue a esta hipótese? 



Português Pelintrão



Este ano Portugal será um forte candidato ao prémio da Nobel da Física!

Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão e do electrão, acabou de ser descoberto o pelintrão.

Como se caracteriza o pelintrão?




O pelintrão é um português sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga!

Informação de encontro e convívio

Timor, Baucau-1964/1966

Esta mensagem é de informação aos ex-Militares que estiveram em Timor nos anos de 1964 a 1966 na zona de Baucau.
  Ao dar conhecimento deste evento, fica a esperança de nos reunirmos de novo em número crescente, apesar da idade.
Para informação completa clicar aqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"Estado-mercado"

“Colarinhos brancos” são mais bem tratados do que criminosos de rua
(Segurança: jornal de Notícias)

O presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude considera que quem pratica uma fraude tem "maior probabilidade de ser bem tratado" do que quem comete "um crime de rua", sendo "uma consequência de se viver numa sociedade dirigida e organizada pelos ricos e para os ricos".
Segundo Carlos Pimenta, "grande parte da fraude é cometida por pessoas de elevado estatuto social" (crimes de colarinho branco) e "as razões para essa diferença de tratamento são imensas".
Segundo Carlos Pimenta, "grande parte da fraude é cometida por pessoas de elevado estatuto social" (crimes de colarinho branco) e "as razões para essa diferença de tratamento são imensas".
"O centro do poder está na riqueza e não nos votos, particularmente quando temos um Estado-mercado, um Estado que se comporta como o mercado e que se subordina a este", adiantou o especialista à agência Lusa.
O Observatório de Economia e Gestão de Fraude estima que, em 2010, a economia não registada rondou os 32.183 milhões de euros.
Carlos Pimenta acredita que há razões para a opinião pública considerar que os autores das grandes fraudes saem impunes das mesmas.
"Em Portugal, a frequência com que uma 'elite' atravessa as 'portas giratórias' entre o negócio e a política, a frequência com que a hipótese de grandes fraudes - incluindo a corrupção - passam sem qualquer investigação ou, pelo menos, sem qualquer consequência, é particularmente grave", considerou.
O especialista prossegue: "A frequência com que o sistema legal (e não apenas os tribunais) permite que corruptos e defraudadores comprovados continuem a rir-se dos cidadãos honestos, são situações que agravam o sentimento generalizado de que a nossa sociedade tem alguns frutos muito podres, mas cheios de riqueza e poder".
"Mas nem só no sector público há fraude", adverte, lembrando que "a fraude contra as empresas poderá representar aproximadamente 10% do seu volume de vendas, o que é um valor muito elevado".

Braga: Capital Europeia da Juventude 2012

A mais antiga cidade de Portugal, com mais de 2000 anos, foi na sua fundação pelos romanos, a Brácara Augusta.
De uma elevada riqueza em monumentos históricos, tem estas imagens aqui para ver.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Coimbra







Coimbra sempre bela (Aqui)

"Uma boa notícia"...

Carro desportivo português gasta um euro aos 100 quilómetros

Foi hoje apresentado no Casino Lisboa o primeiro carro desportivo eléctrico português, VEECO-RT, que promete gastar apenas um euro aos 100 quilómetros.

A viatura terá uma velocidade máxima de 160 km/h e promete uma aceleração dos zero aos 100 km em oito segundos.

Para conseguir gastar um euro por 100 quilómetros, o utilizador terá de recarregar o carro durante a noite para usufruir da tarifa bi-horária, sendo necessária a utilização de uma bateria de 16 quilowatts/hora.·

Com 800 quilos, o desportivo eléctrico agora apresentado teve um custo de desenvolvimento e investigação na ordem dos 1,7 milhões de euros.

Esta viatura resulta de uma colaboração entre a VE, fábrica de veículos eléctricos, e o ISEL.

A versão comercial e definitiva do carro está prevista chegar ao mercado durante 2013.

(João Carlos Malta  – J. Negócios)
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A economia da fome

Uma em cada quatro crianças em Espanha está na pobreza, juntando-se aos cerca de 115 milhões em risco nos 27 Estados-membros da União Europeia. Os pobres estão mais pobres e a eles junta-se uma classe média que já nem com um eufemismo se pode chamar "precária".

Um artigo do "El País" fala cru e bem alto sobre os problemas de má nutrição das crianças da Grécia, mas também dos Países Baixos, por exemplo. Por favor leia "La pobreza atrapa a la clase media europea" na edição de 30.01.12. Sobre a austeridade e a morte do crescimento económico, já Prémios Nobel se pronunciaram para quem quis ouvir e, sobretudo, interpretar.

Cá e lá, as bestas sagradas vão continuar com a austeridade, não há Nobel que os demova. É que para compatibilizar investimento e equilíbrio nas contas públicas seria preciso política, visão e criatividade, entretanto defuntas às mãos de uma Direita fechada nos seus clichés timoratos pseudo-modernos, e de uma Esquerda aparvalhada com o deslumbre tecnológico e a gincana financeira.

Os causadores da crise - uma classe política que é o reflexo mórbido da nossa triste indiferença e vaidade - descobriram, no problema por eles causado, a justificação draconiana para a solução que agora nos impõem.

Os devaneios sucedem-se: Vítor Gaspar, ministro das Finanças, diz que somos "bons navegadores" para nos motivar e restaurar a confiança externa (!) na nossa República; Passos Coelho, na melhor escola automotivacional do PSD, pede aos jovens que contribuam com ideias para o País, num acto bajulador e juvenilóide que já só se perdoa porque não há outro remédio; afinal, o Presidente da República, depois de mais de quarenta anos de fome e frio, ainda vê virtude e votos garantidos na exaltação da pobreza. Para além dos inúteis e violentos estertores pretensiosos da extrema esquerda - para quem todo o prazer é pecado, todo o capital é crime e todo o debate é batalha - o que nos sobra?

António José Seguro e um PS adolescente e inerte, choramingando por Sócrates, o líder com que o Partido consagrou finalmente a preguiça intelectual, rebentando com qualquer resto de credibilidade ou hipótese de uma Esquerda civilizada. Quem sabe os mesmos ventos que fazem mover as milionárias eólicas na paisagem ao abandono possam trazer um novo "boneco" que consiga o desiderato da vitória. Será tudo uma questão de saber até onde vai a abstenção, essa negra força aritmética capaz de transformar em "expressivas maiorias" votações expressas em números demograficamente irrelevantes.

A nossa irónica fatalidade é que o nosso absentismo cívico tenha sido uma resposta quase natural à indignidade, à superstição e à fome do século XX. Ficámos assim vulneráveis à boçalidade, assombrados entre o ódio e a idolatria, entre a inveja e a admiração bacoca, parados à frente de um ecrã de televisão que, pautadamente, nos vai amolecendo o cérebro. Tudo é possível, porque todos querem ser populares. Se a fome não corroer o que nos resta da auto-estima e com isso nos levar outra vez até à Guerra, em breve outros heróis se levantarão.

Até lá, espero que a memória não nos traia e, para tal, aqui fica o meu contributo: a Alemanha ainda não pagou a dívida à Grécia de 517 mil milhões de euros, estabelecida em 1946 como indemnização pela ocupação Nazi (Conferência de Paris). Tudo é, de facto, "glamourizável", até que a porta arrombada seja a da nossa casa; esta "economia da fome" é tanto Alemã como Portuguesa, e todos deveríamos conhecer os perigos incendiários que acarreta.

Por: Nicolau do Vale Pais -  J. Negócios

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“Teremos que começar a eliminar alguns itens?”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um sem vergonha!

Alberto João Jardim vai sair sem pagar a conta. Deixará o exemplo de que o crime de gerar dívida às escondidas compensa e que as vitórias eleitorais valem tudo. Disse-se "vergado" pelas condições que lhe foram impostas por Lisboa para o salvarem de uma humilhante bancarrota mas sacou mais 1500 milhões de euros. E, vai-se a ver, o empréstimo do Governo central à Madeira tem um período de carência que faz com que as prestações só comecem em 2016! João Jardim sai em 2015... E não sei se ouviram o que ele disse com atenção... "Investimentos feitos na hora certa", em "obra que já ninguém retira ao povo madeirense". Toma lá e embrulha. Trás-os-Montes nunca mais tem a auto-estrada porque o túnel do Marão custa 350 milhões. Jardim rapou cinco vezes mais num ápice. Tire-se-lhe o chapéu. E disse mais: em 2014 até já terá superavit no Orçamento!!! Depois de lhe oferecerem 1500 milhões! Que ele só começa a pagar em 2016! Em terra de cegos quem tem um olho é rei.
É com exemplos destes que dá para perceber melhor os alemães. Como se viu no fim-de-semana, a senhora Merkel quer mandar um manga-de-alpaca tomar conta do orçamento grego - ou então não manda dinheiro para Atenas. Pois devia mandar-se alguém para o Funchal tomar conta do orçamento da Madeira. Ainda há dias já não havia dinheiro sequer para pagar a dívida às farmácias da região e obviamente muitos madeirenses não têm culpa das loucuras betonizadas do seu líder, apesar de serem bastante culpados por o elegerem sucessivamente. Mas por via das dúvidas seria importante garantir-se que este homem não faz de novo dívidas às escondidas.
Claro que... se Jardim não aceitasse um "tutor", que se demitisse, e nós ralados. Desta vez, a maioria PSD/CDS no Parlamento nem sequer está refém dos votos telecomandados dos deputados madeirenses ou do "ventríloquo" Guilherme Silva. "Regozijo", disse Guilherme Silva sobre o acordo com Jardim. "Convergência". "Jardim engoliu um elefante". Número de circo? E dos bons.
Apetece chorar de tanto riso ou tragédia. É verdade que a carga fiscal na Madeira sobe 25% e se aproxima da do Continente, mas não nos deixemos enganar. Como poderia ser diferente? A conferência de Imprensa de Jardim na Madeira a falar do empréstimo com sentido de Estado foi mais uma encenação própria para enganar os portugueses que comem notícias "fast food de telejornais" sem muitas perguntas. Mas as coisas, nuas e cruas, são assim: só os próximos governos madeirenses, a que Jardim já não presidirá, pagarão durante 19 anos este empréstimo de aflição para fazer face à bancarrota em que deixou a região, com um défice de 23% em 2010.
A dívida total da Região Autónoma da Madeira ascende a 6238 milhões de euros. É bom que se repita muitas vezes até que se fixe: a dívida da Madeira (seis mil milhões) é apenas 25% menor que a das 308 autarquias do continente todas juntas (oito mil milhões). Todas juntas, ok? As 308.
Diga-se em defesa do imperador que, na verdade, os números de dívida não são muito diferentes dos do Governo central (a Madeira tem uma dívida de 122% do PIB enquanto a dívida portuguesa é de 102% neste momento.
"O actual Governo da República, apesar de emparedado ante a desgraçada herança recebida e as imposições internacionais, respondeu positiva e afirmativamente ao nosso pedido de assistência financeira". Jardim a elogiar Passos... Ring a bell? Passo Coelho, portanto, amochou. Todos amocharam. Alguém disse um dia o essencial: "O senhor não precisa de elogios, a obra que realizou ao longo destes anos fala por si". Foi Cavaco Silva, encomiástico-majestático, durante uma visita à Madeira. Pois muito obrigado, senhor presidente. Eu não diria melhor. Sobre como chegamos aqui.

Opinião: Daniel Deusdado no J. Notícias