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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Abaixo a incompetência...


Opinião por: João Leão - Economista
O cenário macroeconómico do PSD: um buraco de 4.750 milhões
No passado, este tipo de exercícios de magia acabou por resultar em derrapagens, orçamentos retificativos e cortes nos rendimentos.
O cenário macroeconómico do PSD: um buraco de 4.750 milhões de euros no défice orçamental que antecipa cortes nas pensões, salários e SNS.(ler artigo...)

terça-feira, 9 de julho de 2019

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os altos e baixos de Centeno ao ritmo do andamento da economia

 De rejeitado no departamento de estudos do Banco de Portugal até à tomada de posse esta sexta-feira como presidente do Eurogrupo, Mário Centeno percorreu um caminho improvável. Em apenas cinco anos, o economista sem experiência política passou da teoria à prática e da sombra dos gabinetes para o centro das atenções mediáticas à escala europeia, com pontos baixos e altos feitos ao sabor dos resultados económicos e financeiros conseguidos nos últimos anos por Portugal.

O primeiro passo determinante para a caminhada do ministro das Finanças português rumo à presidência do Eurogrupo – cargo que assume substituindo numa cerimónia em Paris o holandês Jeroen Dijsselbloem - até nem foi dado pelo próprio Mário Centeno, mas sim por Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal.


Centeno era há já vários anos o número dois do departamento de estudos do Banco de Portugal e, quando em 2013 o lugar de director vagou, apresentou a sua candidatura, num passo visto como natural na sua carreira académica e de investigação económica, onde se tinha destacado principalmente na área do funcionamento do mercado de trabalho. Esse passo natural contudo não se concretizou.(Ler tudo...)

segunda-feira, 10 de março de 2014

O truque da raspadinha

Um perito alertou para o facto de o Fisco estar a incentivar o número de contribuinte nas faturas para criar perfis de consumo e fiscalizar os padrões de gastos face ao rendimento declarado.
A economia paralela é uma chaga social que penaliza os trabalhadores por conta de outrem e os pensionistas, que são os contribuintes que não têm meios de escapar às obrigações fiscais.
A generalização das faturas é uma boa medida para diminuir a evasão ao Fisco. No entanto, a ideia apadrinhada pelo secretário de Estado Paulo Núncio, a fatura da sorte, acaba também por ser um engodo. Por um punhado de euros de deduções fiscais, acrescido da possibilidade de participar na raspadinha fiscal, os cidadãos oferecem ao Fisco uma base de dados valiosa.

Armando Esteves Pereira, director-adjunto CM

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O paradoxo do FMI.

Armando Esteves Pereira, director-adjunto CM
Ensinaram-nos que quem não aprende com os erros é burro ou simplesmente imbecil.
Mas quando chegamos ao nível de uma instituição cheia de mentes brilhantes como é notoriamente o caso do FMI, não há explicação para esse paradoxo.
A diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, admitiu o erro quanto aos efeitos da austeridade nos países mais frágeis da Europa, entre os quais Portugal. Este erro de cálculo traduziu-se em menos PIB, que é menos riqueza, e mais desemprego.

O erro é óbvio e nem seria preciso o ‘mea culpa' para o confirmar. Só em Portugal a realidade de mais de um milhão de pessoas que na realidade não têm emprego, ou das dezenas de milhares obrigadas a emigrar, confirma que a austeridade teve uma pesada fatura.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A minha escola pública

Baptista-Bastos, DN
Tudo o que sou e sei devo-o à escola pública, à abnegada dedicação de professores, cujas memórias retenho com emoção e saudade. Não é mau ter saudade: é manter o lastro de uma história que se entrecruza com a dos outros, de muitos outros. É sinal de uma pertença que transforma as relações em laços sociais, frequentemente para toda a vida. Da primária ao secundário, e por aí fora, a presença desses homens e dessas mulheres foi, tem sido, a ética e a estética de uma procura do próprio sentido da vida. O débito que tenho para com eles é insaldável. A paciência solícita, o cuidado e a atenção benevolente do tratamento dispensado aos miúdos desbordavam de si mesmos para ser algo de grandioso. Ah! Dona Odete, como me lembro de si, da sua beleza mítica, da suavidade da sua voz, a ensinar-nos que o verbo amar é transitivo. Também lhe pertenço, e àqueles que falavam das coisas vulgares das ruas e dos bairros, da cadência melancólica das horas e dos dias, com a exaltação de quem suspira uma reza ou compõe uma épica.
Depois, foram os meus três filhos, instruídos em cantinas escolares republicanas, e aí estão eles, no lado justo das coisas, nesse regozijo dos sentidos que obriga ao grito e à cólera quando a repressão se manifesta. Escrevo destas coisas banais para designar o verdete e o vómito que me provocam o ministro Crato e o seu sorriso de gioconda de trazer por casa, quando, por sistema e convicção, destrói a escola republicana, aduzindo-lhe, com rankings e estatísticas coxas, a falsa menoridade da sua acção. Este ministro é um mentiroso, por omissão deliberada e injunção de uma ideologia de que é paladino. Não me interessa se abjurou dos ideais de juventude; se tripudiou sobre "O Eduquês", um ensaio dignificante; ou se mandou às malvas o debate que manteve com o professor Medina Carreira, num programa da SIC Notícias. Sei, isso sim, que os homens de bem devem recusar apertar-lhe a mão.
Ele não diz que a escola pública está aberta a toda a gente, e que a escola privada (com dinheiro nosso, dos contribuintes) é extremamente selectiva. Oculta que a escola pública acolhe os miúdos com fome, de pais desempregados, de famílias disfuncionais e desestruturadas, que vivem em bairros miseráveis e em casas degradadas, entregues a si mesmos e à raiva que os alimenta.

Não diz que a escola pública é a imagem devolvida da sociedade que ele próprio prognostica e defende. Uma sociedade onde uma falsificada elite, criada nos colégios, tende a manter-se e a exercer o domínio sobre os outros. Oculta, o Crato, que, apesar desse inferno sem salvação, fixado nos rankings numa humilhação atroz, ainda surgem alunos admiráveis, com a tenacidade e a dimensão majestosa de quem afronta a injúria e a desgraça. E esta imprensa, muito solícita em noticiar trivialidades, também encobre a natureza real do grande problema. Tapa os ouvidos, os olhos e a boca como o macaco da fábula.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido!

Artigo de Opinião por Mário Crespo
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.
Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha.
Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar.
Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podia ser se o fizéssemos.
Imaginem que país será se não o fizermos......
Pode ser que se crie uma corrente de indignação e desencadeie uma petição à AR!

domingo, 12 de agosto de 2012

Opinião

 O dinheiro dos outros
Os dois investimentos ‘chumbados’ esta semana pelo Governo e pela Caixa Geral de Depósitos, de Alexandre Alves e José Roquete, revelam a pior faceta dos empresários portugueses.
Um recusou dar os documentos exigidos à formalização do processo, outro achou que não devia dar garantias patrimoniais pessoais.
Qualquer cidadão pede um empréstimo ao banco e é-lhe exigido toda a espécie de garantias e informação, incluindo o nome dos animais domésticos. Estes empresários, porém, acham que o Estado tem de pagar sem tugir nem mugir. Sentem-se imunes a tudo e acham normais ser empresários com o dinheiro dos outros. Não há crise nem lata que lhes chegue.