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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Abaixo a incompetência...


Opinião por: João Leão - Economista
O cenário macroeconómico do PSD: um buraco de 4.750 milhões
No passado, este tipo de exercícios de magia acabou por resultar em derrapagens, orçamentos retificativos e cortes nos rendimentos.
O cenário macroeconómico do PSD: um buraco de 4.750 milhões de euros no défice orçamental que antecipa cortes nas pensões, salários e SNS.(ler artigo...)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os altos e baixos de Centeno ao ritmo do andamento da economia

 De rejeitado no departamento de estudos do Banco de Portugal até à tomada de posse esta sexta-feira como presidente do Eurogrupo, Mário Centeno percorreu um caminho improvável. Em apenas cinco anos, o economista sem experiência política passou da teoria à prática e da sombra dos gabinetes para o centro das atenções mediáticas à escala europeia, com pontos baixos e altos feitos ao sabor dos resultados económicos e financeiros conseguidos nos últimos anos por Portugal.

O primeiro passo determinante para a caminhada do ministro das Finanças português rumo à presidência do Eurogrupo – cargo que assume substituindo numa cerimónia em Paris o holandês Jeroen Dijsselbloem - até nem foi dado pelo próprio Mário Centeno, mas sim por Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal.


Centeno era há já vários anos o número dois do departamento de estudos do Banco de Portugal e, quando em 2013 o lugar de director vagou, apresentou a sua candidatura, num passo visto como natural na sua carreira académica e de investigação económica, onde se tinha destacado principalmente na área do funcionamento do mercado de trabalho. Esse passo natural contudo não se concretizou.(Ler tudo...)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Agora andam irritados...

A afronta de nos tomarem por parvos
(Opinião por: José Pacheco Pereira)

O secretário de Estado quer-nos convencer de algo muito mais grave: é de que não deu por ela que lhe faltavam os números do dinheiro que ia para os offshores.

O que sabemos sobre o dinheiro saído para os offshores durante a governação PSD-CDS?

Desde Passos Coelho, furioso e malcriado na Assembleia, até ao passa-culpas do anterior secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio, até ao silêncio da ex-ministra das Finanças que acha que não é nada com ela, todos estão a tomar-nos por parvos. Afinal, a culpa foi dos serviços que não fizeram a estatística devida, ou dos procedimentos informáticos, que, pelos vistos, foram modernizados só para um dos lados do escalão de rendimentos, mas que parecem funcionar muito mal no topo dos rendimentos, porque, tanto quanto eu saiba, não foram os funcionários públicos, nem os reformados, nem os empregados do comércio, nem os operários, nem os enfermeiros, nem os polícias, que colocaram o dinheiro em offshores. Aliás, já não é a primeira vez que estes tipos de implausibilidades acontecem nas finanças do Governo PSD-CDS, como foi o caso da “lista VIP”, já muito esquecido. (ler artigo complecto)

sábado, 26 de março de 2016

Passos Coelho já não se ri !...

Opinião de Bernardo Ferrão
No dia em que Mário Centeno se estreou no Parlamento, já lá vão três meses, foram notícia as gargalhadas de Passos Coelho. Sentado no seu novo lugar, na primeira fila da oposição, enquanto ouvia o ministro, o ex-PM ria-se muito. E com gosto. Na semana passada, quando o Orçamento do Estado foi aprovado, Passos já não se riu, bem pelo contrário, esteve sisudo, esfíngico mesmo – pudera! António Costa tinha superado mais uma etapa.
Toda a gente reconhece, incluindo o próprio primeiro-ministro, que, apesar dos obstáculos que têm sido ultrapassados… (ler tudo)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Os primeiros meses de Costa

O imprevisto aconteceu: com as inevitáveis alterações que sempre resultam de qualquer negociação, a Comissão Europeia e o Eurogrupo aprovaram, pela primeira vez (desde a criação do euro), um orçamento social e não um orçamento neoliberal! Não há ninguém com coragem para o dizer?
Já não é surpresa para ninguém que Passos Coelho, mau a governar, foi bom a influenciar quase toda a comunicação social. Verdade seja que o mérito não foi só dele: a moda neoliberal, convertida em pensamento único, faz coro com Berlim e com Bruxelas, com o mesmo entusiasmo com que alinhava com a América de Bush e deprecia a de Obama…
Não é de estranhar, pois, que se leia e se ouça diariamente um coro de críticas e protestos contra António Costa, o seu governo e a maioria que o apoia. Passos dixit!
Um artigo de opinião que deve ser lido para que os 4-0 aumentem e, que as razões de satisfação continuem.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta do Cónego Rui Osório

É preciso chegarmos a velhos para que o Estado faça pouco de nós, somando os seus maus tratos às nossas fragilidades».
Durante a minha vida profissional, ninguém me explicou a eventualidade de, um dia, um Governo português decidir diminuir a pensão a que teria direito quando cumprisse os 65 anos e por ter sido honesto nas minhas obrigações, com o privilégio de ter trabalhado em empresas cumpridoras. Pensava, ingenuamente, que o Governo, a ser democrático, como tanto desejava, seria pessoa de bem.
Foi uma ilusão, que tenho pago caro, ter sido tão ingénuo! Puro engano!
Acreditei de boa-fé na seriedade e fiabilidade dos compromissos e, afinal, tenho vindo a ser esbulhado na minha pensão, com sacrifícios que pesam - e isso ainda me faz sofrer mais - na vida de tantos reformados, alguns dos quais, da minha geração, estão a ser o suporte de retaguarda de filhos desempregados e de netos que crescem para a vida.
Estamos, para bem, a viver uma esperança de vida alargada, mas, para mal, a pagar uma fatura muito cara, que nos desgraça impunemente a qualidade de vida!
Sou do tempo em que entravam nos cofres públicos mais contribuições de quem exercia ativamente a sua vida profissional do que os custos que o Estado suportava a pagar pensões. Mesmo assim, nunca acusei o Estado de se servir desses fundos para cobrir, não sei se com acerto e justiça, os seus défices e em que áreas era deficitário e que precisariam das contribuições de trabalhadores honrados.
É preciso chegarmos a velhos para que o Estado faça pouco de nós, somando os seus maus tratos às nossas fragilidades, agravando-as até a uma pesada amargura. Trata-nos como pessoas descartáveis, usando-as e deitando-as fora.
Chega-nos agora a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) como mais um veneno a matar-nos a esperança. Se não é um imposto, o que será para, ao menos, entendermos se vale a pena tantos sacrifícios?
Lamento ter andado uma vida longa a aconselhar a ética dos impostos para convencer as pessoas a ter respeito pelo bem comum que nos competiria salvaguardar e não apenas ao Estado. Vivendo do meu salário de profissional da Imprensa, estatuto que sempre teve a concordância explícita dos meus bispos, decidi renunciar a qualquer legítima remuneração por serviços pastorais, exercendo o ministério sacerdotal em regime de voluntariado. O salário chegava-me, como sonhava que a reforma também me bastaria. Mais um engano na minha ingenuidade, espoliada e maltratada por um Governo sanguessuga.
Não estou arrependido por ter semeado o bem. A minha consciência social não a troco por nada. Considero a CES uma abusiva e vergonhosa arbitrariedade. Como escrevia, há dias, Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, «a ideologia punitiva sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão coletiva e uma tecnocracia gélida».
Cónego Rui Osório
In Voz Portucalense, 22.1.2014

domingo, 24 de novembro de 2013

Don't cry for me, Venezuela

Ricardo Araújo Pereira- Visão
O presidente venezuelano resolveu antecipar o Natal, para proporcionar uma alegria ao povo; Passos Coelho decidiu prolongar a Quaresma, para proporcionar uma alegria à troika
O presidente da Venezuela antecipou o Natal para Novembro e a notícia foi recebida aqui com uma certa superioridade gozona. Portugal, que é um pequeno e pobre país africano, às vezes comporta-se como se pertencesse à Europa rica. Vai uma distância assim tão grande entre as loucuras do governo venezuelano e as do nosso? Vou buscar a fita métrica e já voltamos a falar.
O governo da Venezuela é dirigido por Nicolás Maduro; o governo de Portugal está, ao mesmo tempo, podre e verde. Dos três estádios de evolução da fruta, calharam-nos os dois que não interessam. Uns ministros estão a cair de podres, outros estão verdes para o cargo, e Rui Machete está ambas as coisas: a cada declaração pública, revela ser ao mesmo tempo inexperiente e ultrapassado. 1-0 para Portugal.
Maduro veste-se com as cores da bandeira da Venezuela, envergando garrido um fato de treino que o habilita simultaneamente a governar o país e a treinar o Paços de Ferreira; Paços Coelho veste-se com as cores da bandeira portuguesa, envergando um pin. É patriotismo bacoco na mesma, mas ligeiramente mais discreto. A Venezuela empata: 1-1.
Nicolás Maduro vê Hugo Chávez em todo o lado. Primeiro, ouviu a sua voz no canto de um passarinho, agora viu o seu rosto numas escavações do metro. Passos Coelho vê a retoma económica em todo o lado. A economia portuguesa está tão morta como Hugo Chávez, mas tanto o governo português como o venezuelano garantem que eles ainda vivem. Julgo que é um empate: 2-2.
Na Venezuela, Maduro pediu ao parlamento para governar por decreto, isto é, dirigir o país sem precisar do aval da assembleia. Trata-se, diz ele, de fazer face a um período de guerra económica. Nenhum dirigente internacional minimamente prestigiado o apoia. Em Portugal, Passos Coelho quer governar à margem da constituição. O presidente da comissão europeia, Durão Barroso, concorda com ele. Ou seja, felizmente, também nenhum dirigente internacional minimamente prestigiado o apoia. Novo empate, que coloca o resultado num renhido 3-3.

O presidente venezuelano resolveu antecipar o Natal, para proporcionar uma alegria ao povo; Passos Coelho decidiu prolongar a Quaresma, para proporcionar uma alegria à troika. Em vez de durar 40 dias, a nossa Quaresma promete durar 40 anos. Os venezuelanos têm dois meses de cânticos, festas familiares e trocas de presentes; nós temos quatro décadas de jejuns, penitências e sacrifícios. Portugal recoloca-se em vantagem: 4-3. Não sei bem de que é que estamos a rir…

terça-feira, 11 de junho de 2013

O Presidente sequestrado

Ana Sá Lopes-jornal i
O sequestro do Presidente põe em causa o regular funcionamento das instituições
O Presidente pode demitir o governo se ficar provado o "irregular funcionamento das instituições". Mas o discurso de ontem de Aníbal Cavaco Silva é uma prova cabal do "irregular funcionamento das instituições", de um chefe de Estado sequestrado por um governo e colocado em lugar incerto - embora o seu avatar circule por aí e debite orações sobre as maravilhas da agricultura.
Nas cerimónias do 10 de Junho, o verdadeiro discurso que falou do Portugal de hoje foi feito por Silva Peneda, o presidente do Conselho Económico e Social, escolhido pelo Presidente da República para presidir às comemorações do 10 de Junho. E só isto pode ser um "sinal" de que a cabeça de Cavaco Silva - capaz de escolher um homem como Silva Peneda para aquela função - largou o seu corpo e se juntou à coligação governamental depois de ter sido alvo de eventuais malfeitorias naquela famosa reunião de sábado em Belém a seguir ao Conselho de Ministros.
A calamidade da situação do país foi bem apresentada por Silva Peneda. Numa sociedade que tem os números de desemprego que tem a portuguesa "daqui ao medo é um pequeno passo". Mas o Presidente da República que tinha afirmado, perante Sócrates, que se tinham atingido "os limites dos sacrifícios" fechou os olhos ao mundo à sua volta - e preferiu recordar a literatura neo-realista dos tempos da miséria e da ditadura, como se servisse de grande consolo aos portugueses de 2013 pensar que o país era muito pior e mais miserável nos anos 60, na época em que pontificava em Belém o contra-almirante Américo de Deus Thomaz - que ficou na memória colectiva por, não tendo na realidade nenhum poder face a Salazar, ocupar o seu tempo a fazer discursos estúpidos.
Ao aceitar ser uma espécie de ministro sem pasta do actual governo, Cavaco Silva perdeu o que lhe restava de capacidade para ocupar o cargo de "Presidente de todos os portugueses", no momento mais difícil da vida do país depois da ditadura. Ao explicar que não quer ter nenhum papel político, ainda piorou a situação. Já não há nada a fazer: como disse o primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva relativamente ao Presidente em funções nos anos 90, ainda poderia restar ao governo ajudar o chefe de Estado a acabar o mandato com dignidade. Infelizmente, tal não é possível. O sequestro do Presidente da República é um acontecimento grave e põe em causa o regular funcionamento das instituições democráticas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Primeiro-Mentiroso"!

Passos Coelho, quando candidato nas últimas eleições, prometeu o céu. Mas remeteu-nos ao inferno. Em campanha, tinha garantido que jamais aumentaria impostos.
Afiançou também que não seria necessário baixar salários, pensões e reformas ou retirar subsídios. O equilíbrio das contas públicas far-se-ia com a redução de gorduras nos setores intermédios do estado, a diminuição das rendas das parcerias público-privadas e, a longo prazo, com uma profunda reforma da Administração. Dois anos volvidos, conclui-se que Passos Coelho aplicou medidas precisamente opostas às que tinha prometido. Mentiu-nos, numa atitude em que foi acompanhado pelo seu parceiro de coligação. O CDS defendia a diminuição da carga fiscal, até chegar ao governo e se tornar cúmplice do seu agravamento.(Ler tudo...)

terça-feira, 9 de abril de 2013

A culpa da queda do governo é do TC, do Presidente,...

Por : Ana Sá Lopes-jornal i
A “narrativa” já está pronta para o dia em que o primeiro-ministro anunciar ter chegado “ao limite das suas forças” o que, a avaliar pela comunicação de domingo, não deve faltar muito. O governo estava a fazer tudo bem, cumpria os compromissos com “os nossos credores”, não falhava um número, um objectivo e uma estratégia, estava cheio de cuidados a atravessar a floresta, e depois veio o lobo mau e comeu-o.
O lobo mau tem diferentes personalidades: o que foi mais directamente visado foi o Tribunal Constitucional, que se recusou a suspender a Constituição em nome do mandamento de que “em tempo de excepção as nações podem precisar de respostas excepcionais” [sic]. Falando a partir de um Olimpo imaginário, Passos Coelho decidiu tomar-nos a todos por parvos «…». A vitimização de Passos Coelho foi um espectáculo pouco edificante. O primeiro-ministro já só está em funções em corpo - o espírito já voou para outras paragens. Aliás, do ponto de vista do interesse meramente partidário, é mais útil ao PSD demitir-se já, desencadeando eleições antecipadas - enquanto o PS não está suficientemente forte - do que daqui a dois anos, com tudo de pantanas, Portugal igual à Grécia e o risco de pasokização nas urnas. Já ninguém precisa de gritar “demissão já”. O primeiro-ministro já a interiorizou. (Ler artigo complecto...)

quarta-feira, 27 de março de 2013

"É o momento de agir"!

José Loureiro dos Santos; Público 18/03/2013                
Era visível há muito tempo a incompetência do ministro do Orçamento (com a designação oficial de ministro das Finanças), o que, aliado às políticas absolutamente desastrosas da União Europeia decorrentes dos interesses e das imposições de Berlim, cujo calendário e decisões se baseiam no estrito interesse nacional alemão, conduziu o país à situação desesperada em que se encontra.
Têm sido inúmeras, quase unânimes, as opiniões dos mais credíveis economistas portugueses e estrangeiros, no sentido de classificarem como contraproducentes as sucessivas      medidas tomadas pelo Governo, sem suficiente confronto e entendimento com os interesses nacionais, já que, aparentemente, o ministro com o papel principal na definição e conduta da estratégia de resolução da crise financeira que atravessamos entende serem nossos os interesses alemães que Merkel defende, o parlamento germânico impõe e o respetivo tribunal constitucional monitoriza. E não só, pois vai mesmo além daquilo que os estrangeiros nossos credores nos exigem, numa atitude de inexplicável subserviência      com as instituições sob cuja tutela nos encontramos (FMI, BCE e UE). Atitude também (e tão bem) ilustrada pelo"colaboracionismo" rasteiro com os alemães, demonstrado por altos funcionários europeus, alguns deles (lamentavelmente) portugueses.                       
A desmotivação que as sucessivas falhas de Vítor Gaspar têm gerado nos portugueses, pelo emprego que destroem e a desesperança  e a miséria que criam, já há muito aconselham a sua demissão e substituição por um português que conheça a nossa realidade e esteja interessado em renovar o ânimo do país e fazer todos os esforços para o retirar do poço para que foi lançado pelo contabilista ainda em funções.
Só com esta decisão o primeiro-ministro poderá ter condições para pedir aos portugueses que readquiram a esperança e voltem a confiar nos governantes, desde que aproveite a oportunidade para também se ver livre do seu ministro- adjunto e dos Assuntos Parlamentares, transformado numa pedra amarrada ao seu chefe, que levará para o fundo se dela se não livrar, e corrói a credibilidade do Governo e das mulheres e homens sérios e competentes que o integram.
Se o primeiro-ministro não entender que deve e precisa de avançar urgentemente com esta solução, porventura acompanhada de outros ajustamentos que se divisem como necessários, poderemos deduzir que assume como suas as linhas executivas das orientações estratégicas do vetor financeiro que vêm sendo determinadas pelo ministro do Orçamento e não está disponível para reajustar o rumo até agora empreendido, nomeando outro responsável pelas Finanças que seja capaz de infletir a marcha para o abismo para que o seu atual encarregado nos atirou.             
Neste caso, perante o facto de não ser possível a inversão do caminho até agora percorrido pelos atuais governantes e a perspetiva de uma ainda maior deterioração da situação do nosso país, é a altura de o Presidente da República comandante supremo das Forças Armadas e percecionado pelos portugueses como último garante do bem-estar e da segurança de todos nós - assumir as suas responsabilidades e "dar um murro na mesa", demitindo o atual Governo e dando início a um processo rápido que conduza à formação de um novo elenco governativo.                                           
Não há tempo a perder. Se os órgãos institucionais próprios não tomarem as decisões que lhes competem em tempo útil, Portugal poderá ver-se a braços com momentos de grande perturbação social suscetíveis de produzir sérias situações de tensão política muito difíceis de conter. Além de ficar cada vez mais problemática a retoma da economia portuguesa, a possibilidade de saldarmos aquilo que devemos e a consequente restauração da nossa soberania.
Não nos encontramos apenas perante a necessidade de mais uma mudança de quem tem a tarefa de governar o país, a acrescentar às muitas que já se verificaram, pelas razões que se justificavam e tendo em vista os efeitos então pretendidos. O problema com que nos confrontamos não reside somente na conveniência de substituir alguém que nos governa por quem seja mais eficiente na direção e orientação do exercício das políticas públicas.
Agora, estão em causa: por um lado, o bem-estar, a autoestima, a esperança e o sentido de destino dos portugueses, que querem continuar a ser portugueses, prolongando com altivez uma História de quase nove séculos, de que se orgulham; por outro lado, a garantia de que Portugal tem capacidade de se regenerar e de voltar a agir de acordo com os seus interesses e não em função de interesses estranhos. Ou seja, estamos perante um problema que tem a ver com um Portugal livre e senhor do seu futuro, isto é, com a nossa independência nacional.
General           

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Este País Não Está Para Velhos!

Os velhos. Os velhos são uma chatice para este governo de jovens liberais com a minha idade ou mais, de permeio com tipos já com currículo de trintões. Isto para não falar nos andropáusicos teóricos da casta que parecem não ter espelhos em causa e sobre os quais vou poupar o sarcasmo, que me correria com extrema facilidade, atendendo a tudo o que se vai ouvindo e sabendo.
Concentremo-nos naqueles que, como um certo idiota, desculpem, imbecil, desculpem de novo, jovem político do PSD que tratou os idosos como sendo uma espécie depeste, insurgindo-se contra o encargo que eles são para o pobre Estado que, assim, fica menos liberto para apoiar os banqueiros não grisalhos na base do Petróleo Olex ou parecido.
Os velhos são chatos porque adoecem, porque usam o SNS, porque gostam de comprar medicamentos comparticipados, porque têm doenças crónicas, porque querem fazer análises ao sangue e ao xixi de 24 horas, porque recebem reforma após 40 anos de trabalho, porque, porque, porque, porque… (Ler tudo...)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Apostar, nunca...

Senhor Passos Coelho, o PSD não é uma sociedade secreta (embora o Relvas ache que sim!)
PorJoão Lemos Esteves - Expresso

«…» Passos Coelho tem de esclarecer, de informar os cidadãos portugueses. Mas não: Passos Coelho tem medo dos portugueses, proibindo a presença de jornalistas na conferência que "encomendou". Senhor Passos Coelho, o PSD não é uma sociedade secreta - é um partido ao serviço de Portugal! Pelo menos, é assim que eu o entendo....
Pergunto: para que serve discutir a reforma do Estado com vários especialistas, com o escol vindo das universidades, que teoriza sobre as ideias políticas económicas e de finanças públicas - se depois essa conferência é realizada à porta fechada? Os portugueses ficam melhor informados? Não. Os portugueses ficaram a perceber os objectivos e as razões subjacentes às decisões políticas e económicas do Governo Passos Coelho? Nem pouco mais ou menos.
«…»As conclusões da conferência serão, com a excepção de um ou outro ponto, coincidentes com o relatório da troika. Vai uma aposta?
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sábado, 5 de janeiro de 2013

"Ninguém escapa"!

Nem o Presidente...
Por: Fernando Calado Rodrigues, Padre
O Governo está a ser acossado de todos os lados. Já há muito que se ouvem críticas da oposição, dos sindicatos, do patronato, ao exagero de austeridade na gover- nação do País. Já manifestaram, também, o seu descontentamento os mais variados setores da sociedade, desde a academia às ordens profissionais. Até os bispos não se têm coibido de deixar os seus reparos, como se viu em algumas das homílias do primeiro dia do ano.
Até agora, havia a sensação de que, ao menos, o Presidente da República estava com o Governo. Mas a mensagem de Ano Novo veio pô-la em questão. Para o PS, Passos Coelho está cada vez mais isolado. Para o comum dos mortais, fica a impressão de que alguma coisa se passa. Continua » » »

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Passos Coelho e o seu gabinete!

Com o “corte” de quatro mil milhões de euros na despesa pública, cortando na assistência social e na educação – a saúde e educação vai ser só para alguns da “família” – porque não olha este primeiro-ministro para os cortes que pode fazer aqui?
Com tantos chefes, técnicos, assessores, adjuntos…será que tem de fazer alguma coisa, além de andar na passeata e nas tvs?
Estava a deixar passar; os 12 motoristas que fazem parte desse gabinete têm que fazer alguma coisa. Temos muito 13º e 14º mês dos reformados para a gasolina.
Com metade dos 149.486,76€ pagos por mês aos 67 “trabalhadores” do seu gabinete, temos quase um milhão de euros no fim de 2013!
Pense nisto …e trabalhe! Corte também em coisas destas.

sábado, 17 de novembro de 2012

"Português trabalhador"

Não vi, não ouvi, não falei! Sou como Cavaco!
Eu tenho a certeza de que o Presidente Cavaco Silva nos reserva uma enorme surpresa de Natal. Uma daquelas surpresas que, digamos, quase nos resolve a vida. Como pagar muito menos do que esperávamos em impostos ou, de repente, sabermos que afinal temos dinheiro para voltar a ter uma vida normal.
E por que motivo eu acredito nisto? É porque o Presidente Cavaco Silva, apesar de condenar os confrontos em São Bento e elogiar a polícia (o que, na minha opinião lhe fica bem), disse não ter ainda visto as imagens da pedrada. Ora, se não viu, é porque estava a trabalhar. Cavaco trabalha, podem crer. Se ele não vê uma cambada de energúmenos a mandar pedras à polícia, é porque está a trabalhar; se ele não vê uma carga policial, é porque está a trabalhar! Se ele não reparar que o regime democrático está em perigo, é porque está a trabalhar.
Cavaco também não sabe o que fazer a um Orçamento em que ninguém acredita. Está a trabalhar! Nem o que dizer sobre a situação social e um possível corte de quatro mil milhões... está a trabalhar! Nem sobre a necessidade de o PSD se entender com sindicatos e com o PS; está a trabalhar! Se quiserem que ele se pronuncie sobre uma qualquer solução política, ele está a trabalhar. Nos intervalos consegue pôr umas coisas no Facebook, mas não contem com ele para muito mais, porque está a trabalhar!
Tanto trabalho deve ter um propósito. E é nesse propósito que eu confio. Vai ser uma coisa excelente. Tem de ser bom. Um Presidente que não vê o seu país a cair aos bocados, é porque tem seguramente um enorme projeto entre mãos.
Que curioso estou em ver esse projeto. Não sei qual é, porque não vi, não ouvi, nem falarei dele. Sou como o Cavaco, estou a trabalhar!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma análise perfeita!

 Os fantasmas
Esta coisa de escrever crónicas “é um jogo permanente entre o estilo e a substância”. Uma luta entre “o deboche estilístico” do gozo da escrita e “a frieza analítica” do pensamento do cronista. Por isso, enquanto cidadão, só posso ver este governo como uma verdadeira praga bíblica que caiu sobre um povo que o não merecia. Mas, enquanto cronista, encaro- o como uma dádiva dos céus, um maná dos deuses, “um harém de metáforas”, uma verdadeira girândola de piruetas estilísticas.
Tomemos como exemplo o ministro Gaspar. Licenciado e doutorado em Economia, fez parte da carreira em Bruxelas onde foi director do Departamento de Estudos do BCE. Por cá, passou pelo Banco de Portugal, foi chefe de gabinete de Miguel Beleza e colaborador de Braga de Macedo. É o actual ministro das Finanças. Pois bem. O cronista olha para este “talento” e que vê nele? Um retardado mental? Uma rábula com olheiras? Um pantomineiro idiota? Não me compete, enquanto cidadão, dar a resposta. Mas não posso deixar de referir a reacção ministerial à manifestação de 15 de Setembro que, repito, adjectivava os governantes onde se inclui o soporífero Gaspar, como “gatunos, mafiosos, carteiristas, chulos, chupistas, vigaristas, filhos da puta”. Pois bem. Gaspar afirmou na Assembleia da República que o povo português, este mesmo povo português que assim se referia ao seu governo, “revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal”! Assumpção autocrítica de alguém que também é capaz de, lucidamente, se entender, por exemplo, como um “chulo” do país? Incapacidade congénita de interpretar o designativo metafórico de “filhos da puta”? Não me parece. Parece- me sim um exercício de cinismo, sarcástico e obsceno, de quem se está simplesmente “a cagar” para o povo que protesta. A ser assim, julgo como perfeitamente adequado repetir aqui uma passagem de um texto em forma de requerimento “poético” de 1934. Assim: “A Nação confiou- - lhe os seus destinos?... / Então, comprima, aperte os intestinos. / Se lhe escapar um traque, não se importe… / Quem sabe se o cheirá- lo nos dá sorte? / Quantos porão as suas esperanças / Num traque do ministro das Finanças? ... / E quem viver aflito, sem recursos / Já não distingue os traques dos discursos.” Provavelmente o sr. ministro desconhecerá a história daquele gajo que era tão feio, tão feio, que os gases andavam sempre num vaivém constante para cima e para baixo, sem saber se sair pela boca se pelo ânus, dado que os dois orifícios esteticamente se confundiam. Pois bem. O sr. ministro é o primeiro, honra lhe seja concedida, que já confunde os traques com os discursos. Os seus. Desta vez, o traque saiu-lhe pelo local de onde deveria ter saído o discurso! Ou seja e desculpar-me-ão a grosseria linguística, em vez de falar, “cagou-se”. Para o povo português. Lamentavelmente.
 Outro exemplar destes políticos que fazem as delícias de um cronista é Cavaco Silva. Cavaco está politicamente senil. Soletra umas solenidades de circunstância, meia-dúzia de banalidades e, limitado intelectualmente como é, permanece “amarrado à âncora da sua ignorância”. Só neste contexto se compreende o espanto expresso publicamente com “o sorriso das vacas”, as lamúrias por uma reforma insuficiente de 10 mil euros mensais, a constante repetição do “estou muito preocupado” e outros lugares-comuns que fazem deste parolo de Boliqueime uma fotocópia histórica de Américo Tomás, o almirante de Salazar. Já o escrevi aqui várias vezes. Na cabeça de Cavaco reina um vácuo absoluto. Pelo que, quando fala, balbucia algumas baboseiras lapalicianas reveladoras de quem não pode falar do mundo complexo em que vivemos com a inteligência de um homem de Estado. Simplesmente porque não a tem. Cavaco é uma irrelevância de quem nada há a esperar, a não ser afirmações como a recentemente proferida aquando das comemorações do 5 de Outubro de que “o futuro são os jovens deste país”! Pudera! Cavaco não surpreenderia ninguém se subscrevesse por exemplo a afirmação do Tomás ao referir- se à promulgação de um qualquer despacho número cem dizendo que lhe fora dado esse número “não por acaso mas porque ele vem não sequência de outros noventa e nove anteriores…” Tal e qual.
Termino esta crónica socorrendo- me da adaptação feliz de um aforismo do comendador Marques de Correia e que diz assim: “Faz de Gaspar um novo Salazar, faz de Cavaco um novo Tomás e canta ó tempo volta para trás”. É que só falta mesmo isso. Que o tempo volte para trás. Porque Salazar e Tomás já os temos por cá.
P.S.: Permitam-me a assumpção da mea culpa. Critiquei aqui violentamente José Sócrates. Mantenho o que disse. Mas hoje, comparando-o com esse garotelho sem qualquer arcaboiço para governar chamado Passos Coelho, reconheço que é como comparar merda com pudim. Para Sócrates, obviamente, a metáfora do pudim. Sinceramente, nunca pensei ter de escrever isto.
Luís Manuel Cunha
Professor
In “Jornal de Barcelos” de 10.10.2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Que acabe a festa"...

Tiago Mota Saraiva – opinião,i online
                                        Exmo. Sr. Presidente
Vejo cada vez mais amigos partir. Não partem para a guerra, como outrora, mas vêem-se forçados a fugir do deserto em que V. Exa. e os seus transformaram este país. Por cá vão ficando apenas os mais velhos, os mais corruptos, alguns remediados com esperança que o céu não lhes caia sobre a cabeça e todos os que já não têm carteira para emigrar, para duas refeições diárias ou para a urgência do hospital.
Convirá que com os seus dois anos como ministro das Finanças, dez anos como primeiro-ministro e sete anos como Presidente da República, não me restarão grandes dúvidas quanto à sua responsabilidade pelo estado do país. Mas que fique claro, não o vejo como um incompetente. Vejo-o como alguém que sempre governou para si e para os seus, e teve a arte de convencer os mais incautos de que o fazia para o bem de todos. Os mesmos que vão tratando por professor o mais antigo político profissional deste país.
Não lhe escrevo para lhe pedir que vete o Orçamento do Estado que nos condena à barbárie, nem para que o remeta ao Tribunal Constitucional. Não lhe peço que se preocupe com cumprir o texto fundamental da nossa República que V. Ex.a jurou fazer cumprir.
Escrevo-lhe para exigir que declare o fim da festa junto dos seus.
Exijo que convoque uma reunião dos seus fiéis, um Conselho de Estado alargado a todos os interesses e interesseiros que vampirizaram este povo, para lhes participar que a festa acabou. Escrevo-lhe para lhe exigir a si e aos seus que assumam a sua dívida com o povo e com o país. Dos milhares de milhões do BPN aos dos submarinos, passando por todas as parcerias público-privadas que V. Exa. inventou.
Pela minha parte, apenas lhe prometo tudo fazer para que quanto mais tempo demorar a declarar o fim da festa, maior seja a consciência política deste povo que tanto lhe deu e que, no fundo, sempre desprezou.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O testamento vital


Opinião por Dr.Santana-Maia Leonardo, no jornal “as Beiras”
José Sócrates não foi a causa da nossa desgraça. Pelo contrário, José Sócrates foi o resultado, o produto final, gerado por um sistema político e educativo ineficiente, iníquo e corrompido. O nosso problema é estrutural e tem a ver sobretudo com a forma como nos organizámos.

Como todos sabemos, o novo regime privilegiou sempre o amiguismo e o compadrio ao mérito que, durante muitos anos, identificou com o antigo regime. Pessoa competente e séria era, inevitavelmente, apelidada de fascista.

As escolas, recorde-se, onde se formaram estas gerações, foram tomadas de assalto pelos alunos mais medíocres que expulsaram os bons professores e os substituíram por alunos com o 5º e o 7º ano de liceus cujo único objectivo era nivelar tudo por baixo. Ainda hoje o nosso ensino privilegia os piores alunos e sacrifica os melhores, sentindo-se subjacente em todo o sistema de ensino público um desprezo incontido pelos alunos mais brilhantes e mais inteligentes. E é precisamente a gente que nasceu e cresceu neste caldo de cultura que ainda hoje domina os sindicatos de professores e o sistema político.

Ou seja, todos os poderes decisórios estão hoje na mão de gente medíocre e comprometida com quem lá a colocou.

Tal como num clube desportivo, ninguém pode esperar bons resultados quando se colocam a jogar os afilhados e se sacrificam os bons jogadores. E nosso país, nos últimos quarenta anos, só têm jogado os afilhados que, por sua vez, se empenham na eleição de equipas técnicas pouco qualificadas mas que lhes garantem o lugar na equipa. Está tudo viciado. É assim nas câmaras, nas direções gerais, nos serviços públicos, nos partidos políticos, nas forças de autoridade, nos tribunais, nos órgãos de comunicação social, nas escolas, nas universidades…

Este regime é um doente onde o tumor maligno da corrupção, do compadrio, da incompetência e da mediocridade se espalhou e ganhou metástases em todos os órgãos. E um doente assim não tem qualquer hipótese de cura.

Aliás, neste momento, a nossa vida é puramente artificial e deve-se exclusivamente ao ventilador da troika. Mas esta situação não se pode manter eternamente. Toda a gente sabe que o doente não vai conseguir sair do estado vegetativo em que caiu. As medidas do Governo visam apenas convencer a troika a manter o ventilador ligado por mais algum tempo. Mas o doente, em boa verdade, já está morto. Só falta mesmo dar a ordem para desligar a máquina.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Governo recua...



CM-Opinião por Eduardo Dâmaso

O Governo recua agora nos cortes ao subsídio de desemprego. O Governo recuou na TSU.

O Governo já recuou no IMI. Também já recuou numa série de coisas que foram anunciadas e depois deixadas cair. O recuo pode ser uma virtude política. Usado com parcimónia e sentido táctico, o recuo é uma boa arma para que os governos saibam sair dos becos em que se metem. Já está no Maquiavel.
 O Governo começou por usar a receita devagar mas agora tornou-se um toxicodependente do recuo. Talvez para criar a ilusão de que ainda sabe ouvir e dialogar. Não nos iludamos. O Governo não recuou em nada do que nos vai infernizar a vida: impostos, corte de salários, saúde mais cara, e por aí adiante.